naquele dia rasguei a cidade para te ver. os teus olhos molhados pela chuva dos nossos sonhos procuravam os passos do meu dia. no silêncio do quarto dizias-me - olha-te - e eu, sem me encontrar, baloiçava-me nas árvores do medo. depois beijavas-me e aproximavas a minha cabeça do teu peito. desprendias o suspiro da paixão e dizias-me - olha-te - e eu, exausto da minha luta, não via o fim da estrada sinuosa do meu passado. então, com a paciência dos anjos e a verdade dos heróis, dizias-me - amo-te.
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