no primeiro dia quiseram matar-me pelo sangue. exterminaram-me os genes e decidiram-me o futuro como se o céu sucumbisse ao destino sem resistência. no segundo dia quiseram matar-me pela alma. arrastaram-me sobre a teia da loucura e do domínio como se a terra engolisse todo o veneno de uma só vez e o mar não fosse antídoto suficiente. das duas vezes ressuscitei. ouve-me, faz três invernos que não choro. entre a vida e a morte escolhi sorrir.
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